quinta-feira, 9 de junho de 2016

A prisão da síndrome do pânico para pacientes e familiares

A síndrome do pânico é um dos transtornos de ansiedade que acometem muitos brasileiros, que sem informação, pensam que suas vidas precisam continuar limitadas devido ao medo de ter um ataque de pânico ( ansiedade em um nível extremo onde a pessoa tem sintomas físicos de ansiedade como sudorese, taquicardia ou coração acelerado, tremor, vertigem, enjôos, além do medo de morrer ou enlouquecer)
Muitos pacientes e pessoas à mnha volta me contam casos de como paralisaram ações importantes em suas vidas com receio de de ter um novo ataque de ansiedade. A sensação é tão desagradável que o sujeito pode deixar de ir à faculdade, tem muita dificuldade em chegar ao trabalho, sair para lugares que consideram longe, ou onde, seria difícil ser socorrido imediatamente caso se sinta mal.
Não é apenas a vida de quem está com pânico que é afetada, mas também de seus familiares e pessoas próximas. Os familiares acabam sem orientação de como lidar com quem sofre com a síndrome e muitas vezes precisam alterar suas rotinas para acompanhar o paciente nos lugares que ele não consegue mais ir.
O sujeito sente-se aprisionado e dependente, o que traz um sentimento de culpa e incapacidade, além do familiar que, mesmo amanda a pessoa, não pode alterar toda a sua rotina para ficar ao lado de quem está sofrendo.
O que se deve fazer?
Primeiro é necessário que quem sofre com o pânico, entenda que a acomodação nesses casos piora o curso do transtorno. Sabemos que os pensamentos de quem sofre  faz com que o mesmo acredite que não conseguirá superar a doença. Porém, com técnicas específicas para síndrome é possível sim se libertar da prisão do pânico. Essas técnicas você aprende com ajuda de um psicólogo, principalmente um cognitivo-comportamental, já que há anos essa abordagem da Psicologia tem estudado cientificamente  o transtorno e tendo êxito na aplicação de ferramentas psicológicas específicas.
Já o familiar precisa compreender que muitas vezes pode estar , sem saber, contribuindo para que a pessoa que sofre fique cada vez mais dependente dele, o que só perpetua o transtorno.


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