quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Diferenciando Timidez de Fobia Social!


                                                   crédito imagem : portaldedicas.com

A timidez ocorre quando diante de eventos que envolvem pessoas temos sintomas de ansiedade, porém, estes sintomas não trazem um prejuízo significativo para a nossa vida, ou seja, apesar da ansiedade enfrentamos na maioria das vezes nossa timidez e insegurança.

Já a fobia social é um transtorno de ansiedade, onde o indivíduo tem sintomas mais elevados de ansiedade e desconforto diante de situações sociais (taquicardia, sudorose, tremor excessivo, tontura, enjôo, sensação de falta de ar, etc) e ao contrário da timidez, a pessoa tem graves prejuízos nas esferas de trabalho, lazer e relacionamento com os outros. Geralmente, na fobia social, a pessoa acaba evitando várias situações, pois ela acredita, que será vítima do julgamento das outras pessoas, que vão notar sua insegurança ou que ele(a) será vítima risos e chacotas. Nesse caso, a vida do sujeito fica muito limitado e ele perde oportunidades de crescer na profissão, namorar ou ter lazer.

A boa notícia é que a fobia social tem tratamento que geralmente é realizado através de psicoterapia e, em alguns casos, medicação contra a ansiedade.

Se você conhece alguém que esteja sofrendo com a fobia social, repasse esse conhecimento para ele!

Grande abraço!

Para saber mais assista a palestra ao vivo que fiz sobre o assunto no Periscope, é só clicar no link para ver o vídeo.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Diferença entre psicoterapia presencial e orientação psicológica online

Olá!
Hoje vamos esclarecer alguns pontos sobre a diferença entre psicoterapia presencial e orientação psicológica online.

A psicoterapia presencial é indicada para pessoas que estejam em sofrimento psíquico e que buscam alterações mais profundas em sua personalidade, pois além de promover a melhoria ou extinção dos sintomas apresentados, ainda permite uma análise mais minuciosa das questões do sujeito. É realizada por um profissional psicólogo e é indicada para tratar questões de todos os níveis, até mesmo problemas de maior gravidade. Não tem limite no número de sessões.

A orientação psicológica online é indicada para pacientes que NÂO buscam alterações mais profundas em sua personalidade e sim resolver UM PROBLEMA PONTUAL e/ou eventual, onde temos a redução ou extinção dos sintomas apresentados, sem a necessidade de fazer um psicoterapia mais longa. Tem um número limitado de sessões por ano (20 sessões sequenciais ou não) e serve para casos considerados menos graves ou que não precisam de mais de 20 encontros para ser auxiliado.

Geralmente as sessões se dão por skype ou hangout, sendo também possível por e-mail/chat (apesar de não ser muito comum) onde você e o psicólogo combinam valores e horários da orientações. 

É voltado para atendimento de adultos e casais, sendo também possível o atendimento de adolescentes menores de 18 anos desde que seja preenchido uma declaração dos pais ou responsáveis autorizando a orientação.

Alguns exemplos onde a orientação psicológica online pode ajudar:

  •  Questões de autoestima 
  • Melhoria de emoções negativas, além de pensamentos e comportamentos 
  • Ansiedade 
  • Estresse 
  • Insegurança e medos
  •  Relacionamentos amorosos ou familiares 
  • Problemas no trabalho, entre outras questões 

Vantagens desse tipo de orientação:

  • Comodidade (você pode fazer em horários alternativos e na sua casa, desde que tenha privacidade - lugar onde você não será interrompido) 
  • Sigilo (assim como na psicoterapia presencial o sigilo é respeitado) 
  • Brasileiros que residem em um lugar que não tem acesso à psicólogos ou que residem no exterior 
  • Pessoas com dificuldade de locomoção 

Atenção: A orientação psicólogica online não é psicoterapia! Você precisa observar se o site que oferece o serviço possui o selo da Conselho Federal de Psicologia, o que lhe faz apto a oferecer esse tipo de atendimento. O site também deve conter um link para o conselho federal de psicologia e para o código de ética do psicólogo.

Para saber mais sobre infos sobre orientação psicológica mediada por computador mande e-mail para: lorysouzapsi@gmail.com ou whats app para (21)979402189

sábado, 9 de janeiro de 2016

Utilizando a assertividade para melhorar suas relações pessoais

Todos nós temos uma série de direitos que devemos sempre procurar que sejam respeitados. Alguns deles são: o direito de ser tratado com respeito e dignidade, de recusar pedidos (abusivos ou não) quando achar conveniente, de mudar de opinião, cometer erros por ignorância e buscar reparar as faltas cometidas, de ter suas próprias necessidades e vê-las consideradas tão importante como as necessidades dos outros, expressar suas opiniões, de ser ouvido e levado a sério, etc. O problema é que nem sempre conseguimos ter estes direitos respeitados pelas pessoas e às vezes somos nós que violamos os direitos dos outros.

Assertividade é um conceito da Psicologia que muito se relaciona com estes direitos, pois ser assertivo é conseguir expressar de forma adequada seus sentimentos, pensamentos e necessidades para o outro, sem violar os direitos alheios e sem permitir que os seus sejam violados. Quando a pessoa é assertiva, ela consegue expressar o que sente e pensa sobre algo, deixando aberto o caminho para que um acordo seja feito, onde ninguém sacrifica sua integridade básica e os dois conseguem que sejam satisfeitas algumas de suas necessidades. Utilizando a assertividade a probabilidade de ser compreendido e atendido pelo outro aumenta, e mesmo quando apesar de ser assertivo as pessoas envolvidas não chegam a um compromisso, quem foi assertivo sente-se satisfeito por ter conseguido se expressar de forma apropriada, sabendo que fez a sua parte.

É importante compreender a diferença entre o comportamento assertivo, o agressivo e o passivo.
No comportamento agressivo a pessoa consegue expressar pensamentos, sentimentos e opiniões, mas faz de uma forma que viola os direitos da outra pessoa, tentando impor a sua vontade, seja através de uma maneira de falar agressiva (gritando, ameaçando, intimidando) ou através de gestos ameaçadores (cerrar os punhos, atacar fisicamente o outro, etc). O objetivo da agressão é dominar o outro, através de humilhação, da degradação, de modo que os demais sintam-se fracos e menos capazes de defender seus direitos. Este tipo de comportamento traz consequências também para a pessoa que o pratica, como: conflitos interpessoais, culpa, tensão, solidão, sente-se aborrecido, além de perder oportunidades.

No comportamento passivo, a pessoa não é capaz de falar sobre seus sentimentos, pensamentos e opiniões, permitindo que os demais violem seus seus sentimentos, ou expressando seus próprios pensamentos e sentimentos de forma auto-derrotista, com falta de confiança, de modo que os demais podem facilmente não dar atenção ou ser manipulada. Aqui existe uma falta de respeito com as próprias necessidades e às vezes é acompanhado pelo sentimento que o outro não é capaz de lidar com suas frustrações, assumir alguma responsabilidade, etc. Geralmente a pessoa com este comportamento evita olhar diretamente nos olhos, tem fala vacilante, volume de voz baixo, postura tensa. As consequências para a pessoa que tem um comportamento passivo são: sentir-se desamparado, deprimido, baixa autoestima, perde oportunidades, tensão, sente-se aborrecido e sem controle, pode acabar não gostando nem de si, nem dos outros.

Para sermos assertivos é necessário que consigamos nos expressar, pedir mudança de comportamento do outro, dar opiniões, recusar pedidos, fazer críticas,  observando os seguintes aspectos:

  • Manter contato visual enquanto falamos com o outro, um volume de voz que não seja nem alto, nem baixo,  passar firmeza na fala e nos gestos, postura ereta, respostas diretas à situação.
  • Falar mensagens em primeira pessoa com objetivo de expressar suas opiniões, ou seja, dizer: "eu penso", "eu sinto", além de frases como: "Como podemos resolver isto?", "Entendo seu ponto de vista, mas não estou de acordo", "Infelizmente não poderei fazer o que está me pedindo". 
  • Expressar de modo claro e objetivo o que deseja, mantendo-se firme em sua posição.
  • Criticar o comportamento e não a pessoa. Quando você diz: "você é um egoísta!", acaba fazendo com que o outro fique numa posição defensiva. O melhor é falar sobre o comportamento que lhe incomoda e pedir que o outro mude. Exemplo: " Eu me sinto aborrecida quando você fala alto comigo. Gostaria que você falasse com calma e sem gritar."
O treino em assertividade para quem necessita melhorar seus relacionamentos é de grande valia. Devemos treinar sempre ser mais assertivo do que agressivo ou passivo em nossas relações, pois assim nos sentimos no controle, relaxados, criamos oportunidades, elevamos nossa autoestima, além de aumentar a probabilidade de resolvermos nossos problemas.

Nem sempre conseguimos ser assertivos, treinando sozinhos e a psicoterapia pode nos ajudar nisto, pois o psicólogo (principalmente o que utiliza a Terapia Cognitiva-Comportamental) utiliza-se de técnicas específicas para que você melhore sua assertividade. Então, se você achar que precisa de ajuda, é só procurar um profissional da área.