domingo, 28 de setembro de 2014

Autocrítica

A autocrítica se for muito intensa e negativa nos faz procrastinar e adiar mais o que gostaríamos de fazer.


De acordo com Louise Hay, uma conhecida autora de livros de auto ajuda americana, precisamos mudar nossos padrões mentais para dissolver o que nos atrapalha. Ao final do artigo escreverei sobre o preconceito com livros desse tipo.

Ela afirma que devemos dizer a nós mesmos: "estou disposto a deixar a necessidade de ser indigno. Sou digno do melhor que existe e agora, permito aceitá-lo".

Quando fazemos esse tipo de afirmação estamos condicionando nosso cérebro a largar pensamentos de autocrítica que fazem com que nos comportemos de um modo onde dificilmente temos resultados positivos.

Se começarmos a pensar " estou disposto a abandonar o padrão dentro de mim que está criando essa condição" saímos da posição de vítima e nos conscientizamos sobre nossa responsabilidade na criação do que nos faz mal em todos os setores da nossa existência.

Na minha vida e na dos meus pacientes observo todos os dias como questionar pensamentos que não ajudam, tem o poder de nos transformar internamente e externamente, quando reagimos de forma diferente aos eventos por pensarmos diferente.

Ao contrário de alguns psicólogos não tenho preconceito com livros de auto ajuda. Muitos autores se inspiram em achados da Psicologia para escreverem seus livros. Só precisamos separar o que é bom para nós e entendermos que muitas vezes somente livros de auto ajuda não dão conta de nosso sofrimento.

Que tal começar a abandonar pensamentos que te angustiam e verificar quão diferente você pode se sentir? Não digo que seja tarefa fácil, precisa de prática, pois padrões mentais negativos foram criados e internalizados quando ainda éramos muito pequenos. Porém se não tentarmos nunca teremos a chance de conseguirmos. Pense nisso!

Perdoar é diferente de esquecer!


Perdoar é diferente de esquecer. Esquecer é difícil para quem foi atingido. O que se pode fazer é ter um sentimento genuíno de que o outro siga a sua vida em paz, sem desejar mal a ele. Esse é o perdão verdadeiro, que passa longe de fingir que nada aconteceu somente para "ser bonzinho". Ser bonzinho para os outros verem é fácil, difícil é assumir o que se pensa

Como lidar melhor com a rejeição?

Em minha visão todos somos feitos de partes. Temos a nossa parte criança mimada, raivosa, abandonada, a parte adulto saudável, etc. Essa é uma teoria de um psicólogo chamado Jeffrey Young.

Essas partes vivem em nós hoje e foram construídas de acordo com nossas relações iniciais mai...s importantes.

O sentimento de rejeição faz parte de nossa vida. O que faz sofrermos mais é a forma de lidarmos com ela.

Não tem como sermos amados e considerados por todos. Quando sofremos demasiadamente por uma rejeição, nossa parte orgulhosa e inconsciente entra em ação. Essa nossa parte não admite frustração e acha que devemos ser amados por todos sempre, por isso chamo de parte orgulhosa, já que ninguém é obrigado a nos amar. É uma parte mimada, que não aceita a realidade.

Quando deixamos o orgulho de lado e essa ideia de que existe algo errado conosco porque não fomos correspondidos, podemos nos libertar dessa necessidade, pelo menos parcialmente, o que resulta em menor sofrimento e maior amadurecimento.

Temos de fortalecer nossa parte adulto saudável e que tem sim a capacidade de controlar essa criança mimada interior.

Lembre-se: nenhum grande líder mundial conseguiu agradar a todos, mesmo sendo muito bom. Então por que com você seria diferente? Não existe nada de errado com a rejeição e ela faz parte da vida.