sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vida lhe trata como você se trata (autor: Luiz Gasparetto)

Gostemos ou não, a sorte ou o azar não existem. O destino é só uma questão de escolha. Nossas atitudes são como moldes para criar e recriar situações.

As atitudes são provenientes do nosso modo de ver as coisas ou dos nossos valores.

Valores são ideias que acreditamos ser a verdade, mas que na maioria das vezes podem não ser.

Nós escolhemos em que acreditar, e quando fazemos não somos devidamente cuidadosos e criamos falsos valores. Deles geramos atitudes que servem de modelo para uma série de situações calamitosas.

Quem é você para você mesmo?

Você se tem em alta conta? Ou você se acha cheio de defeitos?

Você irá se tratar de acordo com a imagem que fez de você. Será que essa imagem é real ou somente uma ilusão? Ou parte real e parte ilusão?

A vida está lhe tratando como você está se tratando e isso quer dizer que se você se judia quando não gosta de si, pense no que a vida vai fazer com você.

Se percebermos que a vida nos trata como a gente se trata poderemos explicar muito do que passamos na vida, mas o mais importante é que poderemos mudar nosso destino mudando o modo como nos tratamos.

Lembre-se: a vida me trata como eu me trato e as pessoas me tratam como eu me trato.

E como você se trata? Quem é você para si mesmo? Pequeno ou grande, bom ou mau, burro ou inteligente, capaz ou incapaz, sensual ou sem atrativos, vítima ou agressor, dominado ou dominador, réu ou juiz?

O QUE DEVEMOS FAZER PARA QUE A VIDA E AS PESSOAS NOS TRATEM MELHOR?

A resposta dada pelo autor Luiz Gasparetto em seu livro "A vida lhe trata como você se trata" da Editora Vida & Conciência é a consideração positiva. Quando nós nos consideramos positivamente nós levamos em consideração o que sentimos e queremos. Assumimos a responsabilidade pelo o que somos e sentimos, procurando fazer o que nos faz felizes. Aceitamos nossos limites, tendências e gostos.

Se nos consideramos de forma positiva, as pessoas começarão a nos tratar com respeito e distinção.

O único impedimento para você se revalorizar e parar de se obrigar é a maldita vaidade!

Vaidade é o querer parecer ser. Dar mais importância ao que você parece para os outros do que para o que sente.

Você é vaidoso? É difícil ser honesto com a gente, mas a verdade é que sempre temos uma dose de vaidade. Toda vez que não nos sentimos à vontade é porque estamos querendo parecer ser o que não estamos sendo. Timidez, constrangimento, ansiedade, nervosismo, medo de errar, vergonha de que vejam seus defeitos ou suas coisas íntimas, que equivale a dizer que você não se assume como é, que se rejeita e se despreza como forma de se defender contra as críticas dos outros e que não confia em si, ou não é da sua própria confiança.

Damos mais importância aos outros do que a nós. E a vida nos coloca no fim da fila. Damos o poder aos outros e ficamos à mercê dos outros. Se eu considero a sua aprovação mais importante que a minha, então eu estou lhe dando mais importância do que a mim, ou seja, eu estou lhe dando o poder de me aprovar ou de me desaprovar e fico com medo de não lhe agradar. Passo a vida tentando lhe agradar e não faço o que eu quero.

Você se inferioriza ou está sendo inferiorizado? Seu parceiro(a) perdeu o interesse em você? Passaram-te para trás no serviço? Rebaixaram-te ou te rejeitaram? Não dão bola para o que você diz?

Desculpe-me, mas você merece!

Seja honesto e veja como você se trata! Com que direito pode exigir dos outros um tratamento que você não se dá?

Normalmente achamos que estamos nos dando importância tentando parecer importante para os outros, fazendo "panca". Você faz "panca" de bonzinho, simpático, fortão, respeitoso, educado, etc. Porém, eu lhe pergunto: você faz isso para agradar os outros ou porque realmente é de coração? Você é ou não mais importante que os outros para você?

Quem quer ser sempre o certinho será indiscutivelmente infeliz! Para ser feliz é necessário uma campanha contra a sua vaidade e assuma-se como é, aceitando-se incondicionalmente.

Só quando nos amamos de verdade é que temos condições de amar os outros e sermos amados por eles.

Temos que nos dar uma atenção nutritiva, ou seja, aquela que nos encoraja a enfrentar os obstáculos da vida. Ela nos faz ver que somos criaturas cheias de potenciais, necessitando de nossa atenção e empenho para podermos nos desenvolver.

Lembre-se que isto serve também para as pessoas que amamos. Não devemos achar que ninguém é digno de pena. Se pensarmos que alguém é coitadinho é porque achamos essa pessoa incapaz e impotente, é negar o seu potencial de crescimento.

Quando nós nos colocamos na posição de coitadinhos, nos sentimos impotentes. Então, vem a depressão, a ansiedade, a baixa autoestima. O pobre de mim é a maneira mais fácil de nos arruinarmos, minando nossas forças e nos colocando para baixo, o que a vida logo responde nos rebaixando também.

Quando nos vemos como coitados, como aqueles que tem que ganhar o pão de cada dia num mudo de pessoas competitivas ou como reféns da vontade dos outros, é fácil ficar triste, desanimado com a vida. Temos de lutar contra a hipnose do “coitadinho de mim”. Você não é um miserável, apenas não se deu a chance de ser o que verdadeiramente é.

Comece a desenvolver a compaixão. Ela percebe as fraquezas, mas jamais condena a si mesmo, nem aos outros. Veja a si mesmo e os outros como capazes, pois todos fazem o melhor que sabem fazer, de acordo com o seu grau de evolução.

Quando seu coração fica apertado, angustiado, é porque você está dando força para maus pensamentos ou está fazendo algo que não está de acordo com o que você realmente quer. Comece a prestar mais atenção ao que você sente. Se você sente aquele bem estar no peito é porque está no caminho correto e deve continuar, independente do que as pessoas digam ou sua mente traiçoeira e exigente lhe fala. Respeite o seu sentir, conecte-se com ele e siga sem medo. Você não irá se arrepender!

Dicas de como fazer críticas de melhor maneira possível

- Ao fazer a crítica dirija-se sempre a pessoa, excluindo aquelas que não estejam diretamente envolvidas na situação;

- O alvo de sua crítica deve ser o comportamento do outro e não a pessoa em si. Exemplo: nunca diga "você é um irresponsável", pois ninguém é nada, não existe ninguém que seja irresponsável o tempo todo e um ser humano tem qualidades e defeitos, não é bom rotular a pessoa negativamente como se ela se reduzisse a isso. Fale " Naquele dia na festa você bebeu demasiadamente e fez coisas que não eram apropriadas"

- Evite o tom de desabafo ao falar, tente falar de forma firme, mas sem elevar o tom de voz.

- Tente ser o mais objetivo possível na hora de criticar, evite rodeios ou sermões.

- Utilize a estratégia sanduíche para criticar: inicie a crítica apontando alguma coisa positiva do comportamento da pessoa, em seguida refira-se a algo negativo e encerre a conversa com uma nova referência positiva. Esta técnica faz com que o outro não fique tão "na defensiva".

Exemplo: "Fulano, eu sei que você costuma agir de maneira amável em várias situações, porém, naquele dia na festa você bebeu demais e fez comentários agressivos. Na próxima vez tente prestar atenção no que falará. Sei que você consegue, já que costuma ser tão gentil quando bebe menos.

Sei que vocês podem estar pensando que fazer críticas dessa maneira é difícil, mas é tudo uma questão de treino e principalmente fazer a crítica quando estiver mais calmo. Muitos dos meus pacientes treinam este tipo de crítica comigo antes de fazerem "na vida real" ou escrevem um script da crítica antes de falarem com a pessoa.

Lembre-se: Fazer uma crítica desta forma aumenta a probabilidade do outro te escutar, porém não é garantido que o outro irá mudar. A pessoa só muda quando realmente entende a importância daquilo para ela. Porém, sempre é melhor tentar, do que criticar de forma inadequada, o que leva a inúmeros conflitos.

Forte abraço e até a próxima!

P.S: Esse post foi baseado no livro "Psicologia das relações interpessoais" de Almir e Zilda Del Prette da editora Vozes.

Lidando melhor com críticas

A maneira como recebemos e fazemos críticas ao comportamento do outro é uma habilidade social importante. Farei algumas considerações sobre o que é preciso observar ao fazer ou receber uma crítica, além dos cuidados que devemos tomar ao fazê-las para que a mesma tenha eficácia.

É necessário observar certos critérios quando fazemos ou recebemos uma crítica, sendo eles:
- a veracidade: ela realmente procede? Colocar-se no lugar do outro é uma boa maneira de observar se ela é apropriada ou não.

- a forma: como a crítica foi realizada? de maneira grosseira ou não? (mais adiante veremos dicas para fazer críticas)

- a ocasião: foi o melhor momento para realizá-la?

- o objetivo: ela foi um desabafo ou uma tentativa de produzir uma mudança?

Se a crítica atendeu aos critérios acima, pode ser considerada uma tentativa do outro de nos ajudar.

Aguardem o outro post com as dicas para fazer críticas de maneira construtiva!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA

Um TRASTORNO DE PERSONALIDADE é o modo de ser da pessoa, porém este modo é um traço e não um estado, isto é, as pessoas que possuem este transtorno não estão com ele e depois o mesmo pode deseparecer facilmente, como no caso de transtornos de ansiedade, sendo os transtornos de personalidade na realidade estáveis e duráveis e falam de como o sujeito é, e de como se relaciona com as pessoas.

Os transtornos de personalidade possuem tratamento, porém estes costumam ser longos e difícies, tendo em vista que estamos falando do jeito de ser da pessoa e ela teria de mudá-lo para que o tratamento fosse efetivo.

Existem vários transtornos de personalidade, o que abordaremos hoje será o TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA.

Neste transtorno o sujeito tem uma personalidade onde ele entende que é um ser especial quando comparado a outras pessoas (grandiosidade) e uma preocupação excessiva com questões de autoestima.

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO TRANSTORNO (ATENÇÃO apenas um psiquiatra - com ou sem a colaboração do psicólogo - pode fazer o diagnóstico. É necessário uma cuidadosa avaliação do caso e que ele atenda a uma série de critérios.)

- A pessoa tem um sentimento grandioso de importância (por exemplo, ela exagera os seus talentos, espera que os outros reconheçam a sua superioridade, etc)

- Preocupação constante com ilimitado sucesso, poder, amor, inteligência e belezas ideais

- Acredita ser "especial" e único e que só pode ser compreendido por pessoas igualmente especiais.

- Tira vantagens de outros em seus relacionamentos para atingir seus objetivos

- Ausência de empatia: possue uma relutância em reconhecer e identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias.

- Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou pensa ser alvo da inveja alheia

- Possui comportamentos arrogantes e insolentes

TRATAMENTO: Psiquiátrico e psicológico

VÍDEO ILUSTRATIVO: Um video ilustrativo interessante foi postado pelo curso Deat, onde é possível ver um rapaz com as características deste transtorno (não sei se trata-se de um ator ou de um paciente real, porém é bastante ilustrativo):




Até a próxima!