sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUANDO AGRADAR AOS OUTROS É A MELHOR ESCOLHA? VEJA NESSA PEQUENA HISTÓRIA UMA REFLEXÃO SOBRE A QUESTÃO

Havia um rei que tinha um ego muito inflado, era extremamente vaidoso. Mandou, então, construir em seu reino, uma estátua sua. Pediu que um de seus criados buscasse as primeiras três pessoas que ele visse na rua e assim foi feito.

O rei queria que os 3 venerassem a sua estátua como se fosse um 
Deus. Eles eram: um intectual, um sacerdote do reino e um mendigo. A ordem era clara: ou veneravam a estátua ou eles morreriam.

O intelectual pensou: "esse rei é louco, mas como sou cético, é melhor eu me ajoelhar diante da estátua, pois assim não morrerei devido a loucura dele". E assim o intelectual fez.

O sacerdote pensou: " o rei está louco, mas como eu tenho o meu Deus e nada abala minha fé nele, posso muito bem adorar esta estátua para agradar ao rei e não morrer"

O mendigo disse ao rei: Eu não vou adorar esta estátua! Por ser mendigo eu não tenho muito a perder, se Vossa Magestade quiser me matar, tudo bem. Pelo menos não perco a única coisa que tenho: minha dignidade.

O rei ficou mexido com as palavras do mendigo. Decidiu então não matá-lo, derrubar a estátua e montar um belo jardim em seu lugar.

(baseado em uma das histórias do livro: " As histórias que me ensinaram a viver" de Jorge Bucay" )

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O que você gostaria que fosse escrito em seu túmulo?



Você deve estar pensando "mas que pergunta fúnebre é essa?" ou "eu tenho de pensar na vida e não na morte". Porém, penso que este é um exercício essencial para verificarmos se estamos vivendo de acordo com o que acreditamos ser realmente importante.

Pense um pouco: o que você gostaria que estive escrito no seu túmulo? Como você gostaria de ser lembrado pelas pessoas que ama? Que mensagem você gostaria de deixar? Pensando na resposta você pode tentar identificar o que mais dá sentido a sua vida.

Afinal, se você anda por aí empurrando sua própria vida com barriga, sobrevivendo ao invés de viver, ou simplesmente perdeu o contato com a sua alma, com o que lhe dá vida, provavelmente terá certa dificuldade para responder essa pergunta. 

Pense que a resposta tem de ser algo que seja extremamente importante para você e que você adoraria ter realizado ou vivido de acordo com este valor em vida.

A ótima notícia é que se você está lendo este texto é porque ainda não morreu e pode muito bem executar as ações necessárias para viver de acordo com seus valores mais preciosos. Pense nisso!


quarta-feira, 5 de setembro de 2012


O controle e a soberba

Estive pensando
Como o ser humano 
Quer sempre ter tudo em suas mãos
Somos controladores
Não lidamos bem com perdas
Porém às vezes percebemos
Mesmo em meio a nossa cega soberba
Que na verdade não controlamos nada
Mas precisamos desta ilusão
Para acalmarmos nosso coração
Para seguirmos vivendo....
Ou seria sobrevivendo?

Lory Gonçalves
"Se, ao escalar uma montanha na direção de uma estrela o viajante se deixa absorver demais pelos problemas da escalada, corre risco de esquecer qual é a estrela que o guia."

Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

CONFIAR NA VIDA!


Como você pode confiar se vive com medo? Para se ter confiança é necessário:
- Não tentar controlar a vida, pois isto é impossível. Aceite a vida como ela é;
- Saber que você tem um potencial incrível e que pode aprender a utilizá-lo cada vez mais a seu favor, abolindo a autocrítica exagerada por exemplo;
- Tomar a atitude de "agir como se", ou seja, perceber cada desejo seu como
 se ele já tivesse sido realizado;
- Perder o medo da vida que foi criado pela ideia que você tem de que seu potencial é limitado. O universo é ilimitado e se você faz parte dele, também é.
- Assumir quem você é, uma pessoa cheia de qualidades e com pontos que, se quiser, pode melhorá-los.
- Não ter vergonha de pedir ajuda caso necessário para identificar seus medos que minam sua autoconfiança e trabalhá-los.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Síndrome de segunda-feira!

Procurei pesquisar porque vejo que a "síndrome de segunda" ao meu ver pode ser considerada uma epidemia. Nossas condições de trabalho e o estresse advindo de uma vida onde trabalhar está associado a uma obrigação,
 onde "devemos trabalhar para pagar nossas contas", sem que uma reflexão mais profunda sobre ele seja feita, faz com que tudo fique mais difícil. Penso que o trabalho e sua conotação negativa em nossa sociedade muitas vezes faz com que não enxerguemos sua utilidade, seja lá qual for o seu ofício. Os interessados leiam o artigo abaixo do portal Terra:




http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3216493-EI3239,00-Odiar+segundafeira+pode+ser+sinal+de+sindrome.html



quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Como as crenças que temos interferem na prosperidade!

Este vídeo com a palestra de Luiz Gasparetto é interessante pois nos mostra como as ideias que temos acerca do dinheiro e da prosperidade pode fazer com que tenhamos posturas que nos afastam dela. Recomendo!


EU NÃO DEVO NADA!

Fico assustada quando me pego pensando que eu "deveria" ter dito isso ou aquilo, feito de forma diferente, mudado isso, pensado melhor, deveria, deveria, deveria...

Quanto mais eu penso nisto, chego na mais simples conclusão: EU NÃO DEVO NADA!

Afinal, vim para esta existência para ficar devendo alguma coisa a mim mesma? Vou mesmo ser minha própria agiota? Encurralar-me na pa
rede, exigindo-me ações que na época eu não tinha condições psicológicas para tal? EU ME RECUSO A ISSO.

Sempre penso que se não fiz algo que "poderia" ter me levado a uma história diferente é porque na época eu não tinha condições de perceber isso, porque se eu tivesse, teria agido, afinal, eu ia querer meu próprio mal de forma consciente? Claro que não!

Eliminar o "deveria" de nossas vidas pode ser imensamente libertador. Eu não fico deprimida, chorando o "leite derramado", não fico me acusando por algo que na época eu não tinha capacidade de enxergar e consigo VIVER O HOJE.

Não trata-se de negar o que você pode melhorar. Estou falando aqui que, aceitar quem você é (ou está) e o seu passado, é o primeiro passo para mudar aquelas coisas que HOJE você não está satisfeito.

Minha frase favorita quando começo a me cobrar e me paralisar por não ter feito algo que "deveria": "EU FIZ O QUE EU PODERIA FAZER NAQUELA ÉPOCA, POIS EU ACREDITAVA QUE AQUILO ERA O MELHOR PARA MIM". Não vou ficar batendo na Lory que eu fui, é uma covardia e não me adianta de nada.

Para mim uma postura que leva a mudanças é olhar para o passado sem culpa, aprender o que eu tiver de aprender e seguir em frente. Esta atitude é que pode me levar a transformar aquilo que me desagrada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Exercício Autoestima


Lembre-se: o exercício acima não é capaz de amenizar problemas mais profundos de autoestima, pois é necessário compreender a partir de um processo terapêutico, as causas por detrás do problema.

Viver numa constante busca
É nunca ter
olhado para si
Viver sob o domínio do medo
É acreditar
na crueldade e na condenação
Viver na esquina da solidão
É não conhecer
seu próprio poder de aceitação
Viver na torrente do ressentimento
É nunca ter
experimentado a compaixão
Viver na dor da inferioridade
É não saber
de sua verdade
A cada momento da vida
Mais vale o que a nós fazemos
Pois quem bem se cuida
A si mesmo a vida ajuda...

(Conserto para uma alma só. Luiz Gasparetto. Editora Vida & Consciência)

segunda-feira, 16 de julho de 2012


" O mundo está cheio de problemas e dificuldades. Mas também está cheio de pessoas com coragem o suficiente para superá-las"

(autor desconhecido)

Reflita sobre como lida com a felicidade de seu parceiro (a)!

"Nunca estrague o prazer de seu companheiro. Aprenda a ficar feliz com a felicidade dele.
Não se sente feliz? Aja como se estivesse....É surpreendente como isso pode funcionar.
Mesmo quando seu companheiro tem aquilo que você quer, FIQUE FELIZ POR ELE.
Quando forem capazes de se alegrarem um pelo outro, vocês serão mais confiantes.
E isso fortalece incrivelmente o seu relacionamento"

Stephane Dowrick - "Casamento Quase Perfeito" - Editora Sextante

Se todos fossem normais o mundo seria uma chatisse!


Fonte: Página do Facebook: Saudeterapias (Para quem tem facebook, vale a pena conferir esta página)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Medo de animais - Significado Psicológico

Continuando nossa série do que está por detrás de nossos medos, o seu significado psicológico, essa semana veremos o medo de animais.

Para Possato (2010) geralmente o medo de animais está ligado à potenciais que a pessoa reprime nela e projeta no animal temido, ou seja, aspectos da personalidade da pessoa que a mesma tem dificuldade para lidar ou assumir para si mesma, ela vê no animal e acaba repudiando este último.

Ela afirma que é necessário perceber o que cada animal representa para cada pessoa. Um exemplo é o medo de gatos. Um gato geralmente é associado a um ser que preza sua independência, precisando de liberdade. O sujeito que possui medo de gatos pode estar restringindo a sua própria liberdade de algum modo (obrigando-se a fazer coisas que não está de acordo com seus valores, com o seu Ser) e então, como o gato significa isso para ele inconscientemente, o indivíduo rejeita o animal pois ele representa essa sua dificuldade.

Possato coloca que é importante que nos perguntemos o que o animal temido representa para nós, quais são as suas características, para que possamos observar se não é justamente estes aspectos que estamos deixando de lado em nossas vidas.

Para saber mais: Livro "Medos, Fobias e Pânicos" de Lourdes Possato, 2010, Editora Lumen.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

RECOMENDAÇÃO DE LEITURA: EXERCÍCIO PARA ELIMINAR A TRISTEZA - AUTOR: LUIZ GASPARETTO

(transcrição feita das palavras do autor)

"Nesta semana, quero passar um exercício para eliminar a tristeza. Antes, quero ajudá-la a lidar com a decepção, uma das grandes causas desse estado de espírito. Já percebeu como nos frustramos por esperar demais das pessoas? Taí um erro. Pois é, o que não conseguimos entender é que até os entes mais queridos não têm condições de dar o que queremos ou simplesmente não querem dar, afinal todos são livres para fazer as próprias escolhas. E você aceita isso? Não, né? Ninguém aceita uma recusa…

Aonde eu quero chegar? Se você não esperar nada de ninguém, dificilmente se entristecerá. Repito: não espere nada de ninguém! Se vier, ótimo. Se não, siga em frente, sem alimentar o seu lado vítima, o “pobre de mim”. Quer saber? Como posso me desapontar comigo mesmo, também não espero nada de mim. Viu só? Incorporar certas ideias pode dar aquela leveza de que precisamos na vida. Agora procure um lugar calmo e leia o trecho abaixo:

“Eu estou aqui, vivo a vida com seus desafios. Eu não sou coitada e nem vítima dessa situação. Eu solto e assumo minha coragem! Assumo minha vontade de ir e a necessidade de elevar meu astral. Eu me alegro por falar o que quero. Por expressar meus sentimentos como são. Sim, eu posso me manter tranquila, deixando que as pessoas cuidem de seus problemas e assumindo os meus. Eu posso me manter tranquila não esperando nada de ninguém. Porque decido ter humor e não levar as coisas exageradamente a sério. Eu posso agir seriamente e sorrir sempre. Posso rir e jogar fora mágoas, tristezas e desilusões. Hum, que bom jogar fora as desilusões… Mais do que tudo isso, me aceito. Sou assim. Tenho uma série de defeitos e fraquezas. Mas é o que sou, é o jeito que eu sei fazer. Quero estar bem comigo. Os outros não fazem por mim. Eu me viro e vivo bem. Aconteça o que acontecer, eu me viro e vou arriscar.”

Uma das chaves para sair da tristeza é arriscar. Então vamos lá, arregace as mangas, pise fundo e coloque uma coisa em mente: a gente vai ter sempre que enfrentar algo na vida. Encare-a, portanto, com boa vontade, bom sentimento e o seu melhor. A vida não caminha de acordo com nossos sonhos. Não faz mal. O importante é que nela há sempre um mistério que pode nos encantar…"

PARA SABER MAIS: www.vidaeconsciencia.com.br

terça-feira, 26 de junho de 2012


Viver numa constante busca
É nunca ter
olhado para si
Viver sob o domínio do medo
É acreditar
na crueldade e na condenação
Viver na esquina da solidão
É não conhecer
seu próprio poder de aceitação
Viver na torrente do ressentimento
É nunca ter
experimentado a compaixão
Viver na dor da inferioridade
É não saber
de sua verdade
A cada momento da vida
Mais vale o que a nós fazemos
Pois quem bem se cuida
A si mesmo a vida ajuda...


(Conserto para uma alma só. Luiz Gasparetto. Editora Vida & Consciência)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ligação mãe e filho(a) - Limites entre a sanidade e doença

Vários de nós conhecemos mães superprotetoras que ligam para seus filhos a todo momento, perguntam se chegaram bem ao trabalho, que horas chegarão em casa, etc.

O problema aparece quando este excesso de cuidados causa sofrimento para o filho e para a mãe. É claro que a função materna é de proteção, mas se o vínculo for muito forte, onde a mãe não consegue permitir que seu rebento "ande com as próprias pernas", isso pode acarretar consequências psicológicas para ambos.

A superproteção pode gerar na criança ansiedade e falta de confiança onde temos uma relação onde ela não consegue "cortar o cordão umbilical" mesmo quando adulto. Ela pode sofrer de angústia, dificuldade em relacionar-se com outras pessoas, problemas no sono, etc. E por incrível que possa parecer a doença do filho é inconscientemente percebida como boa para esta mãe, porque poderá continuar controlando e cuidando da vida dele.

Quando o filho percebe que o vínculo é doentio, pode tentar se emancipar, e aí quem adoece não é o filho, mas a mãe. Como se trata de uma mãe que não entende que seu filho precisa se desenvolver também sozinho, ela pode cair em depressão, ficar com receio da solidão, de envelhecer e ficar só. Ver o filho amadurecer e partir para a vida é sentido por esta mãe como a proximidade de algo que todos nós tememos, em menor ou maior grau, o envelhecimento e a morte. É importante ressaltar que tudo isso se dá de forma inconsciente e a mãe não faz de propósito. Diante do afastamento do filho ela pode padecer de doenças físicas (como uma tentativa inconsciente de que o filho sinta culpa e volte para o seu lado) e psíquicas.

Então, algo curioso acontece: não é mais o filho que vive doente, mas sim a mãe. Também pode ocorrer que dentro desta relação exista uma alternância de sintomas: ora mãe, ora filho estão doentes.

Uma mãe que constrói um vínculo saudável com seu filho, sabe que, apesar da dor de vê-lo crescer e partir, isso é essencial para o seu crescimento e fortalecimento de sua autoestima. Ela tenta elaborar esse conflito, pensando sempre no bem estar daquele sujeito que ela tanto ama.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Medo de tomar decisões

De acordo com Lourdes Possato (2010), o indeciso é um cobrador, que muitas vezes não decide por medo de errar, de fracassar. 

Na clínica observo que o medo de tomar decisões realmente está ligado a uma crença de que não se pode falhar, pois o erro seria uma espécie de prova da incapacidade do sujeito.

Na minha opinião, o indeciso é aquele que não quer perder nada, pois toda decisão implica em ganhos e perdas, vantagens e desvantagens. O sujeito quer o controle total das situações e não quer lidar com a frustração de, ao decidir, perder algo.

Ele esquece que, não decidir, também é uma escolha, que possui consequências. O problema da indecisão é a angústia que ela traz. 

O indeciso precisa perceber que a vida é feita também de perdas, não dá para ganhar ou acertar o tempo todo. Penso que, aceitando este fato da vida, fica muito mais fácil lidar com decisões.

Possato ressalta que pessoas indecisas geralmente possuem históricos emocionais que dificultaram o desenvolvimento da autoconfiança e não foram treinadas para serem seus próprios pontos de referência. 

No meu entendimento estes sujeitos podem ter tido pais ou figuras de cuidado equivalentes que não davam autonomia à criança ou adolescente, o que prejudicou o desenvolvimento de um sensação de que são capazes de tomar suas decisões e lidar com as consequências das mesmas. 

O medo extremo de tomar decisões pode fazer com que a pessoa postergue por tempo indefinido decisões que poderiam ser tomadas para melhorar a qualidade de vida das mesmas. Neste caso, é importante refletir, como bem lembra a Lourdes, as desvantagens de não decidir e, se for o caso, procurar auxílio.

(Baseado no livro "Medos, Fobias e Pânicos de Lourdes Possato, Editora Lumem, 2010).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Significado Psicológico dos Medos: Medo de desgraças

Quando alguém tem um medo muito grande de que algo terrível possa acontecer em sua vida, vive em meio a insegurança e possui uma visão pessimista dos eventos e da vida. Ela sente como se fosse incapaz de lidar com problemas que venham a surgir, o que denota uma baixa autoestima.

O mais curioso de tudo é que este comportamento pode ser compreendido como um modo de defesa do sujeito, pois antecipando desgraças que geralmente não ocorrem, ela sente como se tivesse se preparando para o possível problema e depois que ele não ocorre, sente um grande alívio. A teoria da abordagem cognitivo-comportamental é que este alívio decorrente do fato de que a desgraça imaginada não ocorreu, alimenta este comportamento de preocupação antecipada.

É necessário que indivíduo pese na balança os prós e contras de se preocupar antecipadamente, pois apesar de sentir-se "preparado" caso algo ruim ocorra, a ansiedade que acompanha a preocupação pode ser tão grande que paralisa a vida da pessoa, pois entrando em um desespero antecipado, ela sente-se desprotegida e vive em um estado de hipervigilância, sempre atenta a possíveis desgraças. Depois que o evento não ocorre, ela sente um alívio, mas este é temporário, e logo o sujeito identificará outra possível ameaça que precisa se proteger, gerando um estresse que afeta sua saúde física e psicológica.

Se preocupações assolam a vida da pessoa de forma continuada e traz prejuízos para o seu bem estar, isso pode ser indicativo de um transtorno denominado pelos psiquiatras de "transtorno de ansiedade generalizada". Nele, a pessoa gasta muito tempo da sua energia mental se preocupando com quase tudo e vocês podem imaginar o quanto isto tudo pode ser muito angustiante.

Caso você tenha preocupações excessivas é necessário se policiar para ficar sempre no presente, no "aqui e agora", além de trabalhar a autoestima, a autoconfiança e os pensamentos/ crenças que alimentam as preocupações.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A força interior é aprendida tanto nos momentos de solidão como nos momentos em que nos relacionamos

"Você pode ficar demasiadamente apegado à posse de um abrigo ou de uma proteção, mas isso não lhe dará força. A força sempre vem quando você encara situações difíceis" 

Osho, autor da frase acima, nos diz que antigamente as pessoas costumavam se mudar para mosteiros, diferentes cavernas, etc, e lá elas atingiam uma certa paz. Porém, de acordo com o autor, essa paz não era real, pois assim que essas pessoas retornavam ao "mundo" em que estavam tentando fugir, ela era destruída, se tratando de uma paz frágil. Esse tipo de isolamento era um tipo de fuga, e não de crescimento.

Para ele devemos aprender a ficar sozinhos, mas sem ficarmos muito apegados a nossa solidão. É importante cultivar nossa capacidade de se relacionar com os outros, pois de acordo com suas palavras: 
"[...]não se mova para o extremo onde você se torna incapaz de amar. Seja silencioso, pacífico, sereno, mas não fique obcecado por essa quietude, ou não será capaz de encarar o mundo".

Ele nos lembra que é muito fácil ficarmos em silêncio quando estamos sós, difícil é ficarmos calados quando estamos com as pessoas. Porém, é importante encararmos este desafio. 

É só quando você consegue ficar em silêncio mesmo estando rodeado de pessoas, é que você conquista o verdadeiro silêncio e nada pode destruí-lo.

Na minha visão, temos que buscar o equilíbrio. Nem sempre ficar calado é a melhor solução, porém, realmente existem momentos em que o silêncio é a melhor resposta. Quando conseguimos ficar em silêncio e sozinhos conosco, temos a possibilidade de entrarmos em contato com o nosso "eu". 

Tudo isso é necessário, mas não aprendemos a lidar com as dificuldades apenas na solicitude. Será também na relação com os outros que teremos de encarar e colocar em prática nossa capacidade de estar em paz, mesmo quando o outro está no nervosismo, na ansiedade, no medo ou na raiva.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Livro lista os 5 principais arrependimentos das pessoas que estão prestes a morrer

Livro escrito por enfermeira australiana que se dedica ao cuidado de doentes terminais listou os 5 principais arrependimentos de pessoas que estão prestes a morrer. Nos depoimentos por ela colhidos, cinco se destacaram:

1) Queria ter tido a coragem de fazer o que realmente queria e não o que as pessoas esperavam que ela fizesse;

2) Queria não ter trabalhado tanto;

3) Queria ter tido coragem de falar o que realmente sentia;

4) Queria ter retomado o contato com os amigos;

5) Queria ter sido mais feliz.

(fonte: Revista Psique, ano VI n 76)



http://www.facebook.com/psicologianasuavida

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pessoas que amam demais x pessoas que amam de menos

(Extraído do livro "Distúrbios Familiares de Lou de Oliver)

Amar é colocar em prática um dos sentimentos mais complexos que o ser humano pode experimentar. O amor deveria ser um sentimento desprendido, desejando a felicidade do ser amado, ainda que esta pessoa siga um caminho que não traçamos para ela. Seguindo este raciocínio, a autora diz que talvez o amor mais altruísta, seja o dos pais pelos filhos.

Como seria pedir muito que o amor entre casais também fosse assim, Lou pondera que o amor deveria ser um compromisso de troca, de aprendizado mútuo. Porém, é exatamente a partir daí que nascem as cobranças: "se lhe dei algo, o que você me dará em troca?"

Também na vivência do amor, associa-se a amizade, a cumplicidade, o companheirismo. Mas, como na prática a teoria é outra, o que um dia serviu para fortalecer a união será o maior argumento para destruir o outro, em um processo de divórcio, por exemplo.

Há ainda um motivo que torna o amor muito prazeroso: o sexo. Ele vem temperar o amor...

E o que seria amar demais e o que seria amar de menos?

Amam demais as pessoas que misturam-se simbioticamente ao seus parceiros. Passando a viver a vida deles, perdem suas referências e vivem para prender o outro a si e se prender ao outro. 

De acordo com a minha visão, este tipo de amor é ruim tanto para o ser que ama, e nunca sente-se satisfeito com o amor recebido, como para o ser amado que sente-se "sufocado" e invadido pelo outro. Neste caso, não há um amor de fato, mas sim uma mistura infantil de egoísmo, insegurança, medo, controle, o que gera a possessividade. 

Segundo Lou, o outro lado desta mistura infantil de egoísmo e insegurança pode gerar o contrário da possessividade que é o descaso, uma espécie de narcisismo que faz com que o indivíduo não ame ninguém além de si mesmo. Aqui temos o amar de menos.

Já tive a oportunidade de observar este tipo de amor no consultório, sendo uma relação devastadora, que suga a autoestima do parceiro, já que este é concebido apenas como uma pessoa que deve cultuar o outro e encher de elogios o parceiro, à custa de ser ainda mais desprezado por ele. 

Na visão da autora também podemos incluir no tipo que ama de menos, relações onde um ou os dois vivem envolvidos com amantes.

Uma coisa me parece certa: em todos os casos acima citados o parceiros precisam de ajuda para conseguirem se relacionar de forma mais saudável, onde um não sacrifica sua integridade pelo outro, ou é prejudicado por este. 

Como terapeuta de casais observo que nem sempre os parceiros estão dispostos a mudar a sua forma de amar, preferindo a separação. Porém, há também casos onde, após a percepção de que sua forma de amar o outro é prejudicial, e que uma mudança é importante, não apenas para a relação atual, como também para qualquer uma outra que o sujeito venha a ter, os indivíduos esforçam-se para operar as mudanças necessárias.

A importância do descontrole em nossa vida!


Tenho vontade de comentar sobre este assunto com vocês porque observo que algumas pessoas possuem dificuldade em lidar com a incerteza em suas vidas. 

Não é raro ficarmos totalmente desnorteados e indignados quando algo sai de nosso controle. O ser humano precisa de certa previsibilidade em sua vida porque não aguentaríamos ficar em estado de estresse contínuo diante de mudanças inesperadas. 

Porém, ocorrem casos onde os sujeitos sentem que precisam controlar tudo o que lhes acontece, ou melhor, tentar controlar. E é justamente na tentativa de controlar o incontrolável da vida, que a pessoa é invadida por uma angústia tamanha que pode lhe trazer consequências negativas para a sua saúde física e emocional (gastrites nervosas, dores de cabeça, dores musculares, irritabilidade, tristeza, medo, etc).

A compreensão de que há momentos em que as coisas fogem ao nosso controle é melhor trabalhada em nós, se acreditamos na nossa capacidade de lidar com as adversidades. 

Se nos deixamos levar pela negatividade, ou seja, se diante de algo que não temos como prever o seu final, acreditamos que aquilo não dará certo e ponto final, muito provavelmente ficaremos angustiados. Não se trata apenas de "pensar positivo", pois pensar positivo sem acreditar, de nada vale, é autoengano. Porém, se não sabemos o final por que temos que "dramatizar" as coisas, aumentando as suas consequências, nos agarrando no pior que poderia acontecer? 

Uma postura mais sensata me parece a aceitação. Aceitar que não somos os senhores de tudo, que há coisas que fogem ao nosso controle e que diante delas, temos a opção de esperar as coisas acontecerem, sem nos aterrorizarmos diante de suposições que são frutos de nossa imaginação catastrófica, é para mim, o melhor posicionamento que podemos tomar.

Aqui, é importante ressaltar, estamos discutindo eventos que sabemos que nada podemos fazer, onde esperar é o mais indicado. É claro, que existem momentos na vida que devemos nos antecipar aos problemas, mas é necessário saber diferenciar o que é tentar resolver um possível problema e se desesperar diante de problemas que talvez nem venham a ocorrer. Estes últimos só nos levam tempo e energia, energia esta que poderia ser canalizada para algo do presente realmente importante.

E se pensarmos bem, diante do imprevisível é possível verificarmos como somos seres capazes de nos adaptar. Sempre imagino que se tudo na vida fosse previsível, boa parte de sua graça não existiria, não teríamos nada a aprender, e crescer não seria possível.
"O medo é motivador, não é ruim como as pessoas acham, assim como a ansiedade. O problema é você se paralisar ou fugir diante das situações temidas. Assim, você reforça ainda mais o "complexo de incapacidade", isto é, quanto mais teme, menos enfrenta, dando força para a crença de que você não é capaz."

Lory Gonçalves

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vida lhe trata como você se trata (autor: Luiz Gasparetto)

Gostemos ou não, a sorte ou o azar não existem. O destino é só uma questão de escolha. Nossas atitudes são como moldes para criar e recriar situações.

As atitudes são provenientes do nosso modo de ver as coisas ou dos nossos valores.

Valores são ideias que acreditamos ser a verdade, mas que na maioria das vezes podem não ser.

Nós escolhemos em que acreditar, e quando fazemos não somos devidamente cuidadosos e criamos falsos valores. Deles geramos atitudes que servem de modelo para uma série de situações calamitosas.

Quem é você para você mesmo?

Você se tem em alta conta? Ou você se acha cheio de defeitos?

Você irá se tratar de acordo com a imagem que fez de você. Será que essa imagem é real ou somente uma ilusão? Ou parte real e parte ilusão?

A vida está lhe tratando como você está se tratando e isso quer dizer que se você se judia quando não gosta de si, pense no que a vida vai fazer com você.

Se percebermos que a vida nos trata como a gente se trata poderemos explicar muito do que passamos na vida, mas o mais importante é que poderemos mudar nosso destino mudando o modo como nos tratamos.

Lembre-se: a vida me trata como eu me trato e as pessoas me tratam como eu me trato.

E como você se trata? Quem é você para si mesmo? Pequeno ou grande, bom ou mau, burro ou inteligente, capaz ou incapaz, sensual ou sem atrativos, vítima ou agressor, dominado ou dominador, réu ou juiz?

O QUE DEVEMOS FAZER PARA QUE A VIDA E AS PESSOAS NOS TRATEM MELHOR?

A resposta dada pelo autor Luiz Gasparetto em seu livro "A vida lhe trata como você se trata" da Editora Vida & Conciência é a consideração positiva. Quando nós nos consideramos positivamente nós levamos em consideração o que sentimos e queremos. Assumimos a responsabilidade pelo o que somos e sentimos, procurando fazer o que nos faz felizes. Aceitamos nossos limites, tendências e gostos.

Se nos consideramos de forma positiva, as pessoas começarão a nos tratar com respeito e distinção.

O único impedimento para você se revalorizar e parar de se obrigar é a maldita vaidade!

Vaidade é o querer parecer ser. Dar mais importância ao que você parece para os outros do que para o que sente.

Você é vaidoso? É difícil ser honesto com a gente, mas a verdade é que sempre temos uma dose de vaidade. Toda vez que não nos sentimos à vontade é porque estamos querendo parecer ser o que não estamos sendo. Timidez, constrangimento, ansiedade, nervosismo, medo de errar, vergonha de que vejam seus defeitos ou suas coisas íntimas, que equivale a dizer que você não se assume como é, que se rejeita e se despreza como forma de se defender contra as críticas dos outros e que não confia em si, ou não é da sua própria confiança.

Damos mais importância aos outros do que a nós. E a vida nos coloca no fim da fila. Damos o poder aos outros e ficamos à mercê dos outros. Se eu considero a sua aprovação mais importante que a minha, então eu estou lhe dando mais importância do que a mim, ou seja, eu estou lhe dando o poder de me aprovar ou de me desaprovar e fico com medo de não lhe agradar. Passo a vida tentando lhe agradar e não faço o que eu quero.

Você se inferioriza ou está sendo inferiorizado? Seu parceiro(a) perdeu o interesse em você? Passaram-te para trás no serviço? Rebaixaram-te ou te rejeitaram? Não dão bola para o que você diz?

Desculpe-me, mas você merece!

Seja honesto e veja como você se trata! Com que direito pode exigir dos outros um tratamento que você não se dá?

Normalmente achamos que estamos nos dando importância tentando parecer importante para os outros, fazendo "panca". Você faz "panca" de bonzinho, simpático, fortão, respeitoso, educado, etc. Porém, eu lhe pergunto: você faz isso para agradar os outros ou porque realmente é de coração? Você é ou não mais importante que os outros para você?

Quem quer ser sempre o certinho será indiscutivelmente infeliz! Para ser feliz é necessário uma campanha contra a sua vaidade e assuma-se como é, aceitando-se incondicionalmente.

Só quando nos amamos de verdade é que temos condições de amar os outros e sermos amados por eles.

Temos que nos dar uma atenção nutritiva, ou seja, aquela que nos encoraja a enfrentar os obstáculos da vida. Ela nos faz ver que somos criaturas cheias de potenciais, necessitando de nossa atenção e empenho para podermos nos desenvolver.

Lembre-se que isto serve também para as pessoas que amamos. Não devemos achar que ninguém é digno de pena. Se pensarmos que alguém é coitadinho é porque achamos essa pessoa incapaz e impotente, é negar o seu potencial de crescimento.

Quando nós nos colocamos na posição de coitadinhos, nos sentimos impotentes. Então, vem a depressão, a ansiedade, a baixa autoestima. O pobre de mim é a maneira mais fácil de nos arruinarmos, minando nossas forças e nos colocando para baixo, o que a vida logo responde nos rebaixando também.

Quando nos vemos como coitados, como aqueles que tem que ganhar o pão de cada dia num mudo de pessoas competitivas ou como reféns da vontade dos outros, é fácil ficar triste, desanimado com a vida. Temos de lutar contra a hipnose do “coitadinho de mim”. Você não é um miserável, apenas não se deu a chance de ser o que verdadeiramente é.

Comece a desenvolver a compaixão. Ela percebe as fraquezas, mas jamais condena a si mesmo, nem aos outros. Veja a si mesmo e os outros como capazes, pois todos fazem o melhor que sabem fazer, de acordo com o seu grau de evolução.

Quando seu coração fica apertado, angustiado, é porque você está dando força para maus pensamentos ou está fazendo algo que não está de acordo com o que você realmente quer. Comece a prestar mais atenção ao que você sente. Se você sente aquele bem estar no peito é porque está no caminho correto e deve continuar, independente do que as pessoas digam ou sua mente traiçoeira e exigente lhe fala. Respeite o seu sentir, conecte-se com ele e siga sem medo. Você não irá se arrepender!

Dicas de como fazer críticas de melhor maneira possível

- Ao fazer a crítica dirija-se sempre a pessoa, excluindo aquelas que não estejam diretamente envolvidas na situação;

- O alvo de sua crítica deve ser o comportamento do outro e não a pessoa em si. Exemplo: nunca diga "você é um irresponsável", pois ninguém é nada, não existe ninguém que seja irresponsável o tempo todo e um ser humano tem qualidades e defeitos, não é bom rotular a pessoa negativamente como se ela se reduzisse a isso. Fale " Naquele dia na festa você bebeu demasiadamente e fez coisas que não eram apropriadas"

- Evite o tom de desabafo ao falar, tente falar de forma firme, mas sem elevar o tom de voz.

- Tente ser o mais objetivo possível na hora de criticar, evite rodeios ou sermões.

- Utilize a estratégia sanduíche para criticar: inicie a crítica apontando alguma coisa positiva do comportamento da pessoa, em seguida refira-se a algo negativo e encerre a conversa com uma nova referência positiva. Esta técnica faz com que o outro não fique tão "na defensiva".

Exemplo: "Fulano, eu sei que você costuma agir de maneira amável em várias situações, porém, naquele dia na festa você bebeu demais e fez comentários agressivos. Na próxima vez tente prestar atenção no que falará. Sei que você consegue, já que costuma ser tão gentil quando bebe menos.

Sei que vocês podem estar pensando que fazer críticas dessa maneira é difícil, mas é tudo uma questão de treino e principalmente fazer a crítica quando estiver mais calmo. Muitos dos meus pacientes treinam este tipo de crítica comigo antes de fazerem "na vida real" ou escrevem um script da crítica antes de falarem com a pessoa.

Lembre-se: Fazer uma crítica desta forma aumenta a probabilidade do outro te escutar, porém não é garantido que o outro irá mudar. A pessoa só muda quando realmente entende a importância daquilo para ela. Porém, sempre é melhor tentar, do que criticar de forma inadequada, o que leva a inúmeros conflitos.

Forte abraço e até a próxima!

P.S: Esse post foi baseado no livro "Psicologia das relações interpessoais" de Almir e Zilda Del Prette da editora Vozes.

Lidando melhor com críticas

A maneira como recebemos e fazemos críticas ao comportamento do outro é uma habilidade social importante. Farei algumas considerações sobre o que é preciso observar ao fazer ou receber uma crítica, além dos cuidados que devemos tomar ao fazê-las para que a mesma tenha eficácia.

É necessário observar certos critérios quando fazemos ou recebemos uma crítica, sendo eles:
- a veracidade: ela realmente procede? Colocar-se no lugar do outro é uma boa maneira de observar se ela é apropriada ou não.

- a forma: como a crítica foi realizada? de maneira grosseira ou não? (mais adiante veremos dicas para fazer críticas)

- a ocasião: foi o melhor momento para realizá-la?

- o objetivo: ela foi um desabafo ou uma tentativa de produzir uma mudança?

Se a crítica atendeu aos critérios acima, pode ser considerada uma tentativa do outro de nos ajudar.

Aguardem o outro post com as dicas para fazer críticas de maneira construtiva!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA

Um TRASTORNO DE PERSONALIDADE é o modo de ser da pessoa, porém este modo é um traço e não um estado, isto é, as pessoas que possuem este transtorno não estão com ele e depois o mesmo pode deseparecer facilmente, como no caso de transtornos de ansiedade, sendo os transtornos de personalidade na realidade estáveis e duráveis e falam de como o sujeito é, e de como se relaciona com as pessoas.

Os transtornos de personalidade possuem tratamento, porém estes costumam ser longos e difícies, tendo em vista que estamos falando do jeito de ser da pessoa e ela teria de mudá-lo para que o tratamento fosse efetivo.

Existem vários transtornos de personalidade, o que abordaremos hoje será o TRANSTORNO DE PERSONALIDADE NARCISISTA.

Neste transtorno o sujeito tem uma personalidade onde ele entende que é um ser especial quando comparado a outras pessoas (grandiosidade) e uma preocupação excessiva com questões de autoestima.

CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO TRANSTORNO (ATENÇÃO apenas um psiquiatra - com ou sem a colaboração do psicólogo - pode fazer o diagnóstico. É necessário uma cuidadosa avaliação do caso e que ele atenda a uma série de critérios.)

- A pessoa tem um sentimento grandioso de importância (por exemplo, ela exagera os seus talentos, espera que os outros reconheçam a sua superioridade, etc)

- Preocupação constante com ilimitado sucesso, poder, amor, inteligência e belezas ideais

- Acredita ser "especial" e único e que só pode ser compreendido por pessoas igualmente especiais.

- Tira vantagens de outros em seus relacionamentos para atingir seus objetivos

- Ausência de empatia: possue uma relutância em reconhecer e identificar-se com os sentimentos e necessidades alheias.

- Frequentemente sente inveja de outras pessoas ou pensa ser alvo da inveja alheia

- Possui comportamentos arrogantes e insolentes

TRATAMENTO: Psiquiátrico e psicológico

VÍDEO ILUSTRATIVO: Um video ilustrativo interessante foi postado pelo curso Deat, onde é possível ver um rapaz com as características deste transtorno (não sei se trata-se de um ator ou de um paciente real, porém é bastante ilustrativo):




Até a próxima!

terça-feira, 20 de março de 2012

Video: Infelicidade - Reflexões


Resumo do artigo sobre a infelicidade postado anteriormente.

Abraço!

Infelicidade (escrito por Osho e comentado pela psicóloga Lory)

"As pessoas dizem que gostariam de ser felizes, mas na realidade não o querem. Elas tem medo de se perder"
Sempre que você fica consciente de alguma coisa, você fica separado dela. Se você está feliz, você fica separado e a felicidade fica separada. Assim, ser realmente feliz significa tornar-se felicidade, em vez de tornar-se feliz. As poucos você se dissolve. Quando você está infeliz, você é demasiadamente. O ego fica em foco quando você está infeliz. Por isso, as pessoas que cultuam o ego permanecem muito infelizes, e as pessoas infelizes permanecem cultuando o ego. Há uma interconexão.

Se você desejar cultuar o ego, você precisa ser infeliz. A infelicidade lhe dá a base, o ego vem dela muito claro, claro como um cristal. É por isto que muitas pessoas desejam ser felizes, mas realmente tem medo. O que observo é que as pessoas gostariam de ser felizes , mas na realidade não o querem. Elas têm medo de se perder (aqui, eu, Lory Gonçalves, compreendo que este medo de se perder está ligado ao medo de perder o controle sobre si mesmo).

Felicidade e ego não podem coexistir. Quanto mais feliz você for, menos existirá como ego. Chegará um momento que só a sua felicidade existirá e não o seu ego.

Compreendo que a partir deste maravilhoso texto, Osho nos fala, que o ego ou o orgulho são os piores inimigos da felicidade. Isto não quer dizer que você deva se humilhar para ser feliz, mas que quando não nos arriscamos com medo do que os outros vão pensar, por exemplo, nosso orgulho está falando mais alto e geralmente quando não fazemos o que queremos porque estamos presos a manter uma determinada imagem, nem sempre somos felizes.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

As várias partes de nosso ser

Tendemos a achar que somos um todo, uma personalidade global, um "eu" que pode ser definido como "preto" ou "branco", como se não existisse milhares de cores entre estes dois extremos.

Nós somos formados por inúmeras partes e as mesmas podem ser bastante contraditórias. Dentro de nós habita aquela criancinha que não se conforma com que lhe ocorreu na infância, ou a adolescente que se sentia isolada e angustiada ou ainda o adulto que sabe qual é o melhor caminho para a sua vida.

O problema é que nossa parte que deseja crescer denominada "adulto saudável" muitas vezes deixa que, por exemplo, "a criança mimada", entre em ação. É importante ressaltar que tudo isto se dá sem que tomemos consciência.

Cada pessoa teve uma história de vida e formou sua concepção sobre o mundo. Cada pessoa terá dentro dela partes que lhe são próprias, únicas. A questão é conseguir integrar estas partes da melhor maneira, fazendo com que tenhamos cada vez mais consciência de sua existência e possamos agir para que nenhuma delas não nos prejudique, fazendo-nos sofrer.

Muitas vezes, mesmo numa terapia focada como a Psicoterapia Cognitivo - Comportamental, não podemos deixar de olhar onde e como estas partes foram sendo construídas ao longo do tempo, e aí entra a importância de analisarmos a história de nossa vida. Essa história e principalmente a interpretação que fazemos dela, faz toda a diferença no que se refere a como vivemos hoje.

É inegável que precisamos ter coragem para olhar para estas partes que nos constituem. Nem sempre elas são "boazinhas". Porém, somente tendo coragem de olhar para elas podemos entender e, se assim quisermos, mudar o que nos angustia. Somos muito parciais quando se trata de nossos interesses. Por isso, o psicoterapeuta (que está observando a situação de um outro lugar) pode ajudar neste autoconhecimento. Porém, nunca ele dirá quem é você ou quais são as suas partes. Ele será um companheiro de viagem que através do que aprendeu pode lhe ajudar nesta compreensão. Afinal, quem mais além de você pode saber sobre suas partes? Confrontar nossas sombras pode dar medo, mas viver na mais completa ignorância de nós mesmos pode trazer um sofrimento que não nos deixa conquistar o que almejamos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vídeo que fala sobre como a felicidade não pode ser buscada apenas no exterior

"A maioria de nós está sempre olhando para fora. Alguém, um emprego, um lugar, alguma posse vai me fazer feliz. Porém, a medida que amadurecemos, vemos que nada disto é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade" Allan Wallace.





sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Documentário sobre depressão e transtorno bipolar

Documentário interessante e que alerta sobre os sintomas e como estes transtornos podem ser letais. (fonte : site comportamento.net)