sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ansiedade: aliada ou vilã?



A ansiedade pode ser compreendida como um estado de tensão, apreensão e inquietação deflagrada quando estamos diante de um perigo iminente. Esta emoção geralmente vem acompanhada de sintomas físicos (palma das mãos suadas, batimentos cardíacos acelerados, dificuldades respiratórias, tonteira, tremor, entre outros).
A ansiedade pode ser considerada adaptativa, ou seja, sua função é nos preparar para agirmos caso algo ruim aconteça. Um exemplo disto é quando nos sentimos ansiosos pela proximidade de uma prova que julgamos difícil e, para evitar o perigo de retirarmos uma nota ruim, estudamos com afinco. Neste caso a ansiedade foi uma aliada.
A ansiedade passa de aliada a vilã quando, devido a sua intensidade, ao invés de nos prepararmos para combatermos o que nos preocupa, acabamos nos paralisando (no exemplo acima poderia dar o famoso «branco» na hora da prova) ou evitando a situação (faltar a prova).
Consideramos que a ansiedade precisa ser tratada quando interfere no bem-estar e na capacidade de realização do indivíduo.

Dentre os transtornos de ansiedade temos: a fobia específica (medo de coisas ou situações específicas como aviões, elevadores, animais, etc), a fobia social (medo diante de situações sociais),o transtorno de pânico (a pessoa sente uma ansiedade tão intensa que acha que pode morrer ou enlouquecer), o transtorno de estresse pós traumático (lembranças repetitivas de traumas terríveis com alto nível de sofrimento), transtorno obsessivo - compulsivo (pensar ou fazer coisas repetidamente) e o transtorno de ansiedade generalizada (a pessoa sente-se preocupada e ansiosa a maior parte do tempo).
Muitas vezes as pessoas não se enquadram em nenhum destes transtornos, porém sua ansiedade as prejudica de outras maneiras, e a psicoterapia também pode ser um recurso para elas. Além do tratamento psicoterápico, dependendo da intensidade dos sintomas, um tratamento psiquiátrico é indicado, caso seja necessário o uso de medicação.

É interessante observar que os indivíduos ansiosos possuem pensamentos que alimentam a ansiedade, como pensar que o pior de uma situação irá acontecer, sem considerar a possibilidade de outros desfechos

Na psicoterapia chamada cognitivo-comportamental, o paciente poderá junto com o terapeuta, analisar seus pensamentos ansiosos, trabalhar como mudar certos comportamentos que aumentam a ansiedade, além de aprender técnicas de relaxamento e respiração que ajudam a combatê-la.

Outra questão importante é que as crianças também sofrem de ansiedade, podendo apresentar os sintomas físicos já citados, além de desenvolverem comportamentos como forma de se acalmarem, por exemplo, roer unhas, chupar dedos ou evitarem situações que causam ansiedade.

A ansiedade infantil também precisa ser tratada, pois pode prejudicar o desempenho escolar, assim como a relação da criança com amigos e familiares.

DICAS PARA ALIVIAR A ANSIEDADE

  • Aprenda a respirar. A respiração de uma pessoa ansiosa é curta e depende excessivamente dos músculos do tórax. O correto é respirar utilizando o músculo diafragmático. Você já percebeu como os bebês respiram enquanto dormem? Eles movem a barriga durante a respiração, estufando-a quando o ar entra e encolhendo-a quando o ar sai. Ao crescermos ficamos com a tendência a mexer mais o torax do que o diafragma (mexemos mais a parte superior do peito do que a barriga) e isso faz com que a respiração fique mais entrecortada. Pesquisas indicam que este tipo de respiração propicia a ansiedade.
Siga as instruções abaixo e treine o quanto puder este tipo de respiração. Só depois de aprendermos a fazer corretamente o exercício respiratório é que poderemos perceber sua eficácia no combate a ansiedade

  1. Inspire lentamente pelo nariz contando até 3, bem devagar.
  2. Prenda a respiração, contando também até 3, bem devagar.
  3. Exale lentamente o ar pela boca, contando até 6, bem devagar
  4. Faça que o ar passe pelo diafragma e estufe o abdômen, durante a inspiração
  5. Faça com que o ar que você exala deixe o abdômen cada vez mais encolhido.
  6. Procure o ritmo ideal da sua respiração para você dentro deste estilo.

  • Faça atividade física. Pode ser um esporte ou uma simples caminhada. Estudos revelam que atividade física ajuda a combater a ansiedade

  • Evite bebidas estimulantes como o café, mate e outros.
- Examine seus pensamentos e perceba se não está “catastrofizando” (achando que o pior irá acontecer sem evidências concretas disto). Caso isto esteja ocorrendo, procure um terapeuta, pois ele poderá trabalhar estratégias específicas que possam ajudá-lo.

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