segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Mate a vítima que mora dentro de você!

Uma das coisas que aprendi observando a mim mesma  e meus pacientes é que todos temos um lado vítima. Essa parte de nós , que é apenas uma de muitas outras partes que temos, é para mim uma das mais destrutivas. 

A vítima que mora em mim, saúda a vítima que mora em você! Seria cômico senão fosse trágico para a nossa existência. A nossa parte vítima é esperta, achamos que as pessoas estão contra nós, nosso sistema de governo, nosso ambiente e por aí vai, nos eximindo de toda responsabilidade. Somos os pobres coitados, os impotentes diante de tanta injustiça.

Essa venda que colocamos nos olhos para não vermos nossas responsabilidades, essa falácia que contamos para nós mesmos, é uma armadilha gostosa de ficarmos. Infelizmente ou felizmente até um certo ponto, pois em algum momento você se cansará de ficara em um círculo vicioso de autopiedade e de não resolução dos problemas. 

A primeira coisa que precisamos entender é que, ao meu entender, não existem vítimas, somente aquelas que foram acometidas por tragédias, por meio de crimes ou de violação de leis. De resto, todos somos de alguma forma responsáveis pelo o que nos ocorre.

A segunda questão crucial é que apesar do que imaginamos a maior parte do tempo, as pessoas não são obrigadas a se comportarem do modo que você acha mais coerente ou que não lhe desaponte. Quem cria expectativa para que o outro seja da forma que você quer, é você. O outro tem sua própria forma de ver o que é certo e errado, sua história de vida que podem ajudar muito a explicar determinados comportamentos, crenças sobre como o mundo funciona, entre outras variáveis, que podem fazê-la pensar diferente de você.

A terceira é que não é só porque você fez planos para que sua vida seguisse uma linha reta, que ela terá que se submeter a isso. Fazer planos é muito bom, mas sempre levando em consideração o fato de que a vida tem suas próprias curvas e só lhe resta uma coisa: a aceitação de que nem tudo sairá como planejado.

Apesar disso tudo existe uma coisa muito boa em não ser vítima: você pode ser responsável por sua vida e isso é bem diferente de ser culpado. Culpa é algo que sempre carrega algo negativo porque parece que a pessoa fez de propósito e você sabe que a maioria das coisas que fazemos na vida não é com o propósito de nos ferir ou ferir alguém. A gente fez o que podia, com os recursos e experiência de vida que tínhamos na época, então não é justo se culpar. 

Quando digo que ao não sermos vítimas, somos responsáveis, quero dizer que temos participação no processo e assim podemos escrever finais menos dolorosos para a nossa história, sempre lembrando que a vida vai ser como tiver de ser, fazemos nossa parte para que fiquemos bem, mas sabemos que não temos o controle dela e nem das pessoas.

Que tal ficar mais alerta quando sua parte vítima quiser atacar? Reconheça e pergunte a si mesmo: se eu não estivesse querendo que as coisas fossem do meu jeito, eu poderia ver essa situação sobre outro ponto de vista? 

Lory Gonçalves



sexta-feira, 22 de março de 2019

Fluidez


Muitas pessoas só fazem uma atividade a vida toda, ou ficam em uma determinada função por anos. Isso nem sempre é bom, pois indica rigidez e dificuldade de se abrir ao novo. A ideia de emprego já está cada vez mais em desuso. No futuro é provável que exerçamos várias profissoes e sejamos muito mais fluidos. Rigidez muitas vezes é sinônimo de doença. A pessoa rígida perde a oportunidade de aprender coisas novas e lidar melhor com a frutraçao quando que algo não ocorre exatamente como imaginou.
Sendo assim, permita-se e abra sua mente para outras funções ou simplesmente mude o modo como você trabalha às vezes. Você verá como isso fará uma grande diferença!

quarta-feira, 20 de março de 2019

Você conhece a tricotilomania?

Tricotilomania é uma doença psiquiátrica/psicológica onde o indivíduo sente um forte impulso de arrancar os seus fios de cabelo. Existe uma forte vontade e a pessoa não consegue refrear seu comportamento de arrancar  cabelo (existem pessoas que arrancam outros pêlos corporais, como fios da sombrancelha), depois do ato o sujeito sente um grande alívio, mas essa sensação dura pouco.

Esse impulso pode ter diversos gatilhos , como tristeza e principalmente estresse e ansiedade. Porém, cada pessoa é única e o correto é investigar como ocorre com cada indíviduo.

A terapia cognitivo-comportamental é uma grande aliada no tratamento desse transtorno, assim como é possível, de acordo com a gravidade do caso, que a pessoa necessite tomar medicações para ajudar a conter a doença.

Durante a terapia é trabalhado técnicas esecíficas para o tratamento da tricotilomania e a pessoa pode reduzir ou até eliminar seu comportamento de arrancar seus fios. Sem tratamento o sujeito pode ficar até mesmo calvo, dependendo da gravidade do caso.

E você? Já conhecia essa doença? Ajude a divulgar esse post para que mais pessoas saibam que a tricotilomania existe e tem tratamento.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Como melhorar do estresse com a técnica do reflexo calmante

O estresse ocorre quando o organismo precisa se adaptar a alguma situação diferente, mexendo em nossa homeostase, ou seja, no nosso equilíbrio interno.

Muitas vezes em nossas vidas somos colocados à prova e temos de nos adaptar. O problema é que não são todas as situações que conseguimos fazer isso com facilidade, seja porque não lidamos bem com mudanças, seja porque é impossível para nós nos adaptarmos a algo, pois fere intimamente nossos valores pessoais.

Se algo está lhe gerendo estresse, esse é um convite à reflexão: será que eu preciso me adaptar? o que eu posso fazer para conseguir? Nessa etapa é importante olharmos para dentro de nós e entendermos se realmente é melhor se adaptar ou se você deve se afastar da situação estressora. Um exemplo desse último caso ocorre quando temos de lidar com um chefe complicado, que nos assedia moralmente. Nesse exemplo, muitas vezes buscar um emprego em outro lugar se mostra mais benéfico do que a adaptação. Porém, se é uma situação que acontece porque você não está sabendo lidar com o novo, por uma dificuldade que é só sua, então pensar nas atitudes que você precisa tomar para se flexibilizar pelo menos um pouco se faz necessário.

Existem diversas formas para lidar com o estresse, uma delas é chamado "reflexo calmante". Tirada do livro "Como Acalmar o Estresse"(Vito Cancelliere, Editora Vozes) essa técnica diz que temos de primeiro nos conscientizar que estamos estressados, depois pensar de uma forma diferente, dando uma uma outra resposta aos pensamentos que surgem com o estresse. Exemplo: uma pessoa trabalha com encomendas de bolos e uma cliente reclama do bolo que comprou, dizendo que ele estava esfarelando muito. A boleira pode ficar estressada diante da reclamação da cliente, tendo palpitações, suor nas mãos, tremor, etc. Assim que percebe os sintomas físicos, que servem de pista para saber se estamos estressados, ela diz para si mesma "a cliente não ficou tão satisfeita, mas meu corpo está calmo. Essa segunda frase sublinhada é uma frase que pode ser constante, enquanto a primeira podemos aceitar o fato que não somos tão perfeitos como desejamos, sendo impossível agradar a todos os clientes.

Logo acima postarei um vídeo onde falo de forma mais completa sobre o estresse e sobre a técnica do livro mencionado.

Forte abraço!

sábado, 22 de dezembro de 2018

Como é a terapia cognitivo comportamental com crianças e adolescentes?

Como é uma psicoterapia cognitiva comportamental com crianças e jovens?

Muita gente acha que na terapia infantil o psicólogo só fica brincando com a criança sem objetivo algum.

Na terapia com adolescentes e crianças geralmente usamos ferramentas lúdicas, como jogos, brinquedos, tintas ou qualquer outros recursos que nos ajudem a trabalhar com eles suas questões de maneira prazerosa, mas também eficaz.

Afinal se vocês pararem para pensar uma criança ou adolescente nem sempre comunica o que está ocorrendo com eles através do diálogo, como nós adultos fazemos. Por isso, o psicólogo lança mão de várias ferramentas nas sessões.

Na terapia cognitivo comportamental nosso foco é entender o que se passa com a criança/adolescente, investigando quais sentimentos e pensamentos estão trazendo sofrimento para eles, mostrando que podemos juntos mudar pensamentos que não ajudam e que provavelmente estão ocasionando sentimentos ou comportamentos não adequados.

Em 2019 abrirei minha agenda para atender também crianças acima de 7 anos e adolescentes. Estou com saudade de atender os pequenos! Se conhece alguém cujo filho(a) está precisando de ajuda, compartilhe com o responsável essa informação.

Grande abraço!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Dicas para seu filho dormir melhor!

Fazer um planejamento para hora de ir para cama pode ajudar seu filho a dormir melhor.

A atividade noturna diz ao cérebro que é hora de se acalmar. Quando o cérebro recebe essa mensagem diz ao corpo que é hora de produzir melatonina. Esta nos ajuda a pegar no sono e a dormir a noite toda.

Luzes provenientes da eletricidade podem fazer nosso cérebro se confundir porque é noite lá fora, mas dentro de nossas casas acendemos as luzes, pegamos em celulares, vemos televisão. Pensando que ainda é dia nosso corpo produz menos melatonina.

Por isso a dica é, meia hora antes de dormir, fique com a criança em um quarto que não tenha uma forte iluminação (pode ter um abajur) e estimule-a a fazer atividades que são mais tranquilizantes e relaxantes,  desligando aparelhos eletrônicos.

Exemplo de atividades que seu filho pode fazer sozinho ou, melhor ainda, na sua companhia: jogar um jogo de tabuleiro, montar um quebra cabeça, fazer um desenho, ler um livro...Porém, não esqueça! Nada de eletrônicos !!!

Assim seu filho pode adormecer mais rapidamente e você ainda reforça seu vínculo com ele de maneira positiva!

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